Luiz Leit | Visual Artist

A pesquisa de Luiz Leit é guiada pela presença contínua do grafismo, pela autonomia da cor e pelo desenvolvimento de personagens autorais. Sua trajetória começou no final dos anos 1970 com as primeiras experimentações em molde vazado (stencil) e desenho sobre suporte têxtil, evoluindo nos anos 1990 para uma investigação da figuração underground através de cartoons para fanzines e estudos de modelo vivo. Com sólida passagem por oficinas no Centro Integrado de Cultura (CIC), sua formação culminou no Bacharelado e Mestrado em Artes Visuais pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).
A poética do artista dialoga com o Expressionismo Alemão e o Expressionismo Abstrato Norte-Americano — absorvendo a libertação da cor de Emil Nolde e a energia gestual de Willem de Kooning. Essa bagagem une-se ao fascínio pela cultura pop, por rótulos de produtos de consumo e pela tipografia das ruas e grandes letreiros urbanos. Sobre fundos abstratos construídos com pinceladas densas e espátula, surgem símbolos, numerações aleatórias, fragmentos de frases em diversos idiomas e linhas dinâmicas. Nesse palco pictórico, entre ratos, marionetes e formas estilizadas, os Electric Ghosts emergem como protagonistas centrais: entidades gráficas que conectam a memória afetiva do olhar ao ritmo vibrante da arte contemporânea.


Luiz Leit’s research is driven by the continuous presence of graphism, the autonomy of color, and the development of original characters. His trajectory began in the late 1970s with early stencil experiments and textile drawing, evolving in the 1990s into an exploration of underground figuration through fanzine cartoons and live model studies. Alongside workshops at the Centro Integrado de Cultura (CIC), his academic background culminates in a Bachelor’s and Master’s degree in Fine Arts from the Federal University of Espírito Santo (UFES).
The artist’s poetics engage in dialogue with German Expressionism and American Abstract Expressionism—absorbing Emil Nolde’s liberation of color and Willem de Kooning’s gestural energy. This foundation merges with a deep fascination for pop culture, consumer product labels, and the typography of street signs and urban neon. Over abstract backgrounds built with dense brushwork and palette knives, symbols, random numbering, multilingual textual fragments, and dynamic lines emerge. On this pictorial stage, among stylized figures and puppets, the Electric Ghosts stand as central protagonists: graphic entities connecting nostalgic visual memory to the vibrant rhythm of contemporary art.